Quando a vida nos puxa o tapete

Era desprezado e o mais rejeitado entre os homens; homem de dores e que sabe o que é padecer [...] Certamente, Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre Si. Isaías 53:3, 4


O famoso cantor espanhol Julio Iglesias era um destacado goleiro do Real Madrid, e seu sonho era ser futebolista profissional. Mas aos 20 anos de idade, ao dirigir seu carro, sofreu um trágico acidente que o deixou semi-paralisado durante um ano e meio.


No hospital, Julio ouvia rádio e escrevia poemas e versos românticos. Uma jovem enfermeira que o tratava, ofereceu-lhe uma guitarra para ajudá-lo a passar o tempo. Ele começou a cantar por distração, para esquecer o tempo em que foi atleta. Aos poucos, foi melhorando na arte de tocar guitarra e compor músicas para seus poemas. Conseguiu recuperar-se do acidente e então começou sua carreira como cantor, tornando-se um sucesso internacional.


O que mudou sua vida foi um acidente de carro. Ele estava acabado para o futebol, mas não para a vida, pois foi exatamente essa tragédia que lhe permitiu mudar de rumo e obter um êxito ainda maior. Às vezes, portanto, o que parece ser um desastre, pode se transformar em bênção. Depende muito de nossa atitude. Se nos entregarmos ao desânimo e acharmos que está tudo acabado, isto acontecerá. Mas, se da fraqueza tirarmos forças, o sucesso baterá à nossa porta.


A Bíblia dedica muito espaço às dores, sofrimentos e frustrações de seus heróis. Moisés, depois de conduzir o povo de Israel pelo deserto durante 40 anos, apenas contemplou a Terra Prometida, mas não entrou nela. Ana chorava e não comia, porque não conseguia ter filhos e sua rival a provocava. Elias, temeroso por sua vida, fugiu para o deserto, sozinho e infeliz. A viúva de Naim certamente estava desesperada com a morte de seu único filho. O endemoninhado geraseno se feria com pedras. Uma mulher padeceu de hemorragia durante doze anos. O paralítico de Betesda estava enfermo havia 38 anos, e, logicamente, o sofrimento e o sacrifício de Cristo sobre a cruz. A lista de sofredores é enorme.


A vida pode nos puxar o tapete, através de uma doença, acidente, separação conjugal ou falência. O sofrimento é inevitável. E, às vezes, é até benéfico para nos despertar espiritualmente. Nessas horas difíceis, apeguemo-nos a Jesus, na certeza de que Ele levou nossas dores sobre Si. Ele sabe o que é o sofrimento, e pode nos socorrer.

Dilma Rousseff é eleita primeira presidenta do Brasil

Candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva derrota o adversário tucano José Serra


Sem nunca ter ocupado um cargo eletivo, a ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff transformou-se neste domingo na primeira mulher presidente do Brasil. Dilma foi confirmada a vencedora da disputa mais agressiva das últimas décadas às 20h04, quando a apuração feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contava 91,2% dos votos apurados. Naquele momento, a petista registrava 55,3% dos votos válidos, contra 44,6% contabilizados pelo adversário, o tucano José Serra.
Em sua primeira declaração depois do resultado das urnas, Dilma agradeceu aos eleitores que lhe dedicaram o voto. "Estou muito feliz e agradeço aos brasileiros e brasileiras. Vou honrar esta confiança que recebi", afirmou, em uma rápida declaração dada pela janela do carro, em Brasília.

Foto: AE
Eleita presidenta do Brasil, Dilma Rousseff faz primeiro pronunciamento oficial
No primeiro discurso, Dilma emocionou-se ao agradecer ao presidente Lula. Com a voz embargada, a petista disse que vai buscar a ajuda de Lula sempre que julgar necessário. "Baterei muito à sua porta e tenho certeza e confiança que a encontrarei sempre aberta", afirmou a petista, sob aplausos da plateia de militantes petistas que participou da festa organizada em um hotel em Brasília. "Sei que a distância do cargo nada representa para um homem de tamanha grandeza e generosidade", emendou. Segundo Dilma, a tarefa de suceder a Lula é "difícil e desafiadora". 


Dilma viu sua candidatura ser construída passo a passo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde que foi escalada para a tarefa, a petista mudou o jeito de falar, a maneira como se relaciona com aliados e o jeito de se vestir. Por todo o período em que integrou a equipe de governo de Lula – seja na equipe de transição, no Ministério de Minas e Energia ou na Casa Civil –, Dilma carregou consigo a fama de durona. Aos poucos, caiu nas graças do presidente e acabou furando a fila no PTpara concorrer ao cargo mais alto do País. 

Ao assumir o governo em 1º de janeiro, Dilma transformará o PT no primeiro partido a permanecer no governo por mais de oito anos desde a redemocratização. Ainda assim, a primeira mulher presidente do País enfrentará desafios políticos, econômicos e sociais. Entre eles, o reajuste fiscal, as reformas política, econômica e tributária, a melhoria na qualidade de ensino e da saúde.

Foto: AP
Dilma Rousseff acena para fotógrafos após votar em Porto Alegre
Ainda entre os desafios mais importantes está o de montar um governo próprio, que a tire da sombra de seu padrinho político. Dilma terá de acomodar as forças políticas que ajudaram a levá-la ao Palácio do Planalto, de forma a assegurar a governabilidade de sua administração. A tarefa, em parte, será facilitada pela maioria inédita que conquistou no Congresso, um reflexo da estratégia desenhada por Lula de abrir mão das disputas em alguns Estados para assegurar uma coalizão forte para sua sucessora.
Vencedora nas urnas, Dilma leva consigo o PMDB, que agora entra no governo pela porta da frente. A relação com o partido aliado, no entanto, já consta no topo da lista de preocupações do PT. O partido de Lula, que comemora o crescimento nestas eleições, tentará manter o protagonismo no governo, ao mesmo tempo em que assistirá a um rearranjo de suas forças internas.
É na oposição, entretanto, que as mudanças serão mais profundas. Derrotado nas urnas, o ex-governador de São Paulo José Serra agora terá que decidir seu futuro político – a lista de alternativas, por enquanto, inclui desde a disputa pela prefeitura paulistana em 2012 até uma temporada de estudos no exterior. Junto com ele, PSDB, assim como o aliado , terão de buscar uma nova fórmula para se firmar na dianteira da oposição. Nesse processo, tendem a ganhar projeção nomes como o do senador eleito por Minas Aécio Neves ou o governador eleito de São Paulo Geraldo Alckmin. 
Dilma em comício com o presidente Lula em Goiânia (GO) no dia 19 de outubro
Foto: AFP
Dilma em comício com o presidente Lula em Goiânia (GO) no dia 19 de outubro

















FONTE: iG São Paulo | 31/10/2010 20:06 - Atualizada às 23:04