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Filhos Ilustres II

O nosso prezado Tim Cavalcante nos brinda com mais uma de suas pérolas, um resgate da trajetória do Sr. Chico Moura. Segue o texto publicado na íntegra:
"CHICO MOURA
SEU PASSADO É A SUA HISTÓRIA
Ainda muito jovem chegava a cidade de Pereiro em 1947 Francisco Moura da Silva, Rocilda Moura e Lourdes Ribeiro sua cunhada e foram morar em uma casa em frente a praça da igreja matriz onde permaneceram por alguns anos.Ali nasceram seus primeiros filhos,Francilda,Eimar,Eudes,Neida e Lena. Em 1959 se mudaram para sua própria casa na rua S.Judas Tadeu onde nasceram seus outros filhos,Frôca,Bel,Niba,Soise,Vavá,Celise e Cise.
Sua vida esteve sempre ligada aos meios de transportes,era um profissional do volante da mais alta qualificação,tornou-se empresário no início dos anos sessenta quando foi agraciado com a concessão da linha Pereiro à Fortaleza,trajeto feito pelo MISTO uma vez por semana,saindo todas as terças feira e voltando às sextas, no sábado fazia a feira de jaguaribe retornando no mesmo dia. Os negócios foram crescendo cada vez mais e o velho MISTO já não suportava mais a demanda, então Chico Moura resolveu vender o MISTO à Zé Vaz e colocou em seu lugar um confortável Ônibus rodoviário da marca Mercedes Bens, que fez o maior sucesso com a meninada, pois era a primeira vez que circulava um transporte daquele porte em nossa cidade.O ônibus fazia o trajeto Pereiro/Fortaleza duas vezes por semana por muitos anos, até que Chico Moura vendeu para Jaime Aquino um pereirense que se tornou um grande empresário hoje dono da Vale do Jaguaribe.Chico Moura continuou trabalhando na Vale com seus filhos Eimar e Eudes até se aposentarem, ele também teve seu lado político e como tal se elegeu vereador no final dos anos sessenta pelo PDS sendo o mais votado do pleito.Era desportista e atuava como goleiro,formou um time por nome de ASASCUP e como técnico classificou nosso time de Pereiro para participar do Intermunicipal obtendo uma boa classificação, tinha no seu elenco bons jogadores, Antonio Alves,Geraldo Bessa,Gessi,Sinval,Antonio Higino,Zé Borges,Euclides,Luis Orestes,Deuzinho, Lúcio,Nateiro,Canin,Miguel de Cícero Preto,Zé Ailo,Ismar,Zé Maguinha,Nena filho de seu Adail e outros mais.Por ser muito religioso era um homem que ajundava quem o procurava, tinha amizade com todo seguimento da sociedade não fazia distinção de classe,bem conceituado por todos era amigo de Humberto Queirós,Benício Diógenes,João Terceiro,Hermes Dantas,Aldo Mesquita,Sebastião Pinheiro, Moacir Gabriel,Manoel da Bodega,Zé Roxin,Chico Lourival,Romildo,Joaquim Oiticica,Seu Paiva,Seu Falcão,Seu Zé Carlos,Chico Afonso,Zé Gato,Zé Gabriel,João Carlos,Chico Camilo,Aderson e outros.
Seu feito maior foi conseguir trazer Frei Damião e Frei Fernando ambos Italianos para fazer as Santas Missões em Pereiro,foi um batalha duríssima porque tinha que conseguir autorização da ordem dos capuchins em Recife e do Arcebisbo de Limoeiro, mais deu tudo certo e foi uma benção a vinda do Frei milagroso que arrastava multidões com suas perigrinações por onde passava,nunca vi tanta gente em Pereiro como nas Santas Missões, o encerramento foi com a benção ao povo e aos carros que vinha de todos os arredores.Um epsódio triste em sua vida foi ainda na época do MISTO quando ele pregou perto da Curva do *U* e chico moura tentando consertar alguém bateu sem querer numa bacia com gasolina e molhou a maior do seu corpo, como ele estava fumando um cigarro o fogo se alastrou causando queimadura de primeiro,segundo e terceiro grau em noventa por cento do seu corpo, foi muito doloroso corria risco de morte, mas como era devoto de S.Judas foi feito várias promessas para ele melhorar, daí a razão da capela de S.Judas ao lado da sua casa.
Francisco Moura da Silva nasceu em 28/03/1922 em Jaguaruana,era filho de Franklino José de Moura e Francisca Maria da Conceição,teve mais três irmãos,José,Raimunda e Raimundo Moura da silva. "

Você conhece alguém desta foto?

Para Relembrar...

"Agachado-Sinval,Lúcio,Gabriel,Geraldo Bessa,Acima Rubens,Pedro de chico cazuza,Zé irineu, no final Socorro Dias e Francilda Moura.Lá em cima de pé-Fátima Falcão,Tó,Maria Lúcia de chico Tomé,Socorro Amorim,Cacilda,mais a frente Damiana Almeida,Dr.Jaime,Maria do Céu,Luis Orestes´por trás de Pedro, ainda tá na foto Maria Amorim,Marizete,Maria Edla,Acho que Graça Gabriel,Célia e Aleuda Pinheiro. "

FONTE: Foto e texto do acervo de Tim Cavalcante.

Dia Nacional da Consciência Negra - 20 de Novembro

O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, será feriado em 225, de um total de 5.561 municípios do país, segundo levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A data, que será celebrada em centenas de eventos pelo país, lembra o dia em que foi assassinado, em 1695, o líder Zumbi, do Quilombo dos Palmares, um dos principais símbolos da resistência negra à escravidão.
Texto publicado na página da Seppir, órgão ligado à Presidência da República, explica essa história. Em 1971, ativistas do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, chegaram à conclusão de que 20 de novembro tinha sido a data de execução de Zumbi e estabeleceram-na como Dia Da Consciência Negra. Sete anos depois, o Movimento Negro Unificado incorporou a data como celebração nacional. Em 2003, a lei 10.639, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estabeleceu a data como parte do calendário escolar brasileiro.
"Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento", diz o texto, assinado pela ministra da Seppir, Matilde Ribeiro. Luiza Mahin foi mãe do jornalista e advogado negro Luís Gama, um dos líderes do movimento abolicionista, no século 19. Ganga Zumba foi outro líder de Palmares.
"Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial", continua a ministra, no texto.
"Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”, conclui ela.
O 20 de novembro foi instituído como data de referência para o movimento em contraposição ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, a chamada Lei Áurea, pela princesa Isabel, em 1888. O 13 de maio expressa, então, a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros, em vez de enfatizar a própria luta dos negros por sua libertação.
O Dia da Consciência Negra é marcado por manifestações, passeatas e seminários em várias cidades brasileiras. Segundo o site da Seppir, o estado onde mais cidades decretaram a data feriado é o Rio de Janeiro, com 92 municípios.
Fonte: Agência Brasil

O entrevistado pode ser você!

Projeto de Entrevistas

Prezado leitor, o Blog de Pereiro está propondo o lançamento de um projeto onde pretende realizar entrevistas audiovisuais com personalidades de nossa cidade. Pensamos que seria uma oportunidade interessante para conhecer um pouco mais dessas pessoas e dos seus estilos de vida. Nesta primeira etapa, gostaríamos de abrir para o nosso amigo internauta, para que você possa nos indicar nomes para essas entrevistas.
Se você tem curiosidade em conhecer um pouco mais sobre as pessoas que encontra no seu dia-a-dia e, muitas vezes, não tem oportunidade de parar para conversar... mande-nos o nome, onde podemos encontrar e que perguntas você gostaria de fazer a essa pessoa.
Esse projeto tem como principal objetivo, catalogar essas imagens para a formação de um acervo para a posteridade; onde cada momento assemelhar-se-á com um pequeno tijolo de conhecimento adicionado à construção da memória local.

Pereiro celebra festa há 210 anos

Pereiro é notícia...

Pereiro. A Igreja mais antiga no Brasil foi erguida em 1530, em homenagem aos santos Cosme e Damião, no município de Iguaraçu, em Pernambuco. Lá, os festejos seculares tiveram início desde a semana passada, assim como na Igreja de São Cosme e São Damião, em Pereiro, na região jaguaribana do Ceará, o município do Estado que tem os santos gêmeos como padroeiros.
Conforme o pároco local, o italiano Domenico Zocchi, a festa acontece em Pereiro há 210 anos, desde que a Igreja Matriz foi construída, em 1798, pelo povoado formado por fugitivos da seca de 1777. Há 28 anos celebrando missa na cidade, Padre Domenico comemora o sucesso da festa de Cosme e Damião. “Vem muita gente de Mossoró, São Miguel e Pau-dos-Ferros, cidades do Rio Grande do Norte bem próximas, e também de outros estados como São Paulo”, diz.
FONTE: Jornal Diário do Nordeste, Regional, 26/09/2008.

HÁ 40 ANOS A FESTA ERA ASSIM

Para Relembrar...

O início da festa acontecia às 8 horas da noite em frente ao coreto, dez dias antes do dia 27 de setembro, com o hasteamento da bandeira, onde havia uma cerimônia religiosa celebrada pelo pároco com participação do povo da cidade e dos sítios circunvizinhos. Após a cerimônia havia uma comemoração festiva onde todos participantes se divertiam alegremente, e assim estava oficialmente decretado o novenário de S.S.Cosme e Damião.
No dia seguinte era celebrada a primeira novena, a igreja ficava completamente lotada pelos devotos cantando hinos em homenagem aos Santos Padroeiros. Cada dia aumentava mais a devoção pelos Santos milagreiros, via-se gente chegando pelos quatro cantos da cidade, uns vinham a pés, outros montados em animais e até mesmo de carros e bicicletas.
As novenas eram muito festejadas com fogos de artícios, patrocinadas por comerciantes e devotos. A última noite era muito especial, "seu" Zé Preto vinha da Serra dos Basteões com sua roda de fogo e dava um show de pirotecnia acompanhado do foguetório que saia do beco de Zé de Rosa comandado por Vicente Moco. Após o encerramento, uma parte do povo se deslocava para praça da matriz para conversar com amigos e outros aproveitavam para namorar em lugares escuros, ouvindo músicas e recados oferidos por namorados, através da radiadora de Chico Nunes, instalada no beco de Gerson.
A outra parte do povo descia para a rua de baixo, onde ficava o mercado municipal que tinha o formato de um retângulo composto de vários pontos comerciais, denominados de quartos ou cafés, onde todos se deliciavam com vários tipos de guloseimas. Na parte central tinha o comércio de Domingos Vaz que vendia estivas e outras variedades, no portão principal do lado esquerdo de quem entrava, alí estava o mais famoso dos cafés era o de Maria de Sinobe, recheado de um tudo, tinha bolo, doce, suco e sopa; também tinha o café de Damião Pepé, o de Horácio, o de Maria da Bomba, o de Cosme de Leontino e o de Maria de Rdo. Alves, muito famoso pela qualidade dos suspiros e dos beijos de noiva, tinha também o quarto de Gonga, o de Adalgísio, o de Dos Anjos, o de Acrísio e outros.
As ruas que cercavam o mercado eram composta pelas lojasde tecidos de Moacir Gabriel, de "seu" Dedé e de Bandeira, tinha também as barbearias de Cícero Preto, de Aderson Martins de Cícero Firmino e os bares de Chico Nunes, de Zé Holanda, de Raimundo Cavalcante, de Chico Brisa, de Mané da bodega, e o de Zé de Carminda (famoso por sua Sinuca e pelo Bilhar), tinha ainda o café de Neco, o comércio de "seu" João Gabriel e o açougue vizinho a Maria de Alvino.
Durante as noites de novenas todos se divertiam, uns jogavam na roleta de Mané da Bodega,no Caipira de Licurgo, no Jaburu de Rdo.Alves, rodavam no carrocel de João Novilho e outros ficavam paquerando as meninas, até conquistá-las pra namorar, muitos deles se casaram com suas namoradas, por exemplo: Osmar e Marizete, Acácio e Celeste, Arivaldo e Eneida, Eimar e Marli, Zé Clóvis e Fátima, Toinha e Narcélio, Zé Falcão e Célia, Sinval e Ducelina. Outros só não se casaram porque saíram de Pereiro para estudar ou trabalhar em outros estados.
FONTE: Brilhante comentário de ANTÔNIO ROMILTON CAVALCANTE, inserido na postagem "São Cosme e São Damião".

Oração de São Cosme e São Damião


Conheça a oração dos santos padroeiros de Pereiro.

Padroados: Farmacêuticos; Faculdades de Medicina; Barbeiros e Cabeleireiros.

Protege: Orfanatos; Creches; Doceiras; Filhos em casa; Contra hérnia e Contra a peste.


Emblema: caixa com ungüentos, frasco de remédios, folha de palmeira.

São Cosme e São Damião

Os Santos taumaturgos e anárgiros Cosme e Damião da Mesopotâmia nasceram na Ásia Menor. Seu pai, que era pagão, morreu enquanto eles ainda eram crianças, e sua mãe, Teodota, os criou na fé cristã.

Seguindo o exemplo de vida de sua mãe e em imitação a Nosso Senhor, os gêmeos tornaram-se homens justos e virtuosos.

«Os Santos Cosme e Damião, médicos, com seus instrumentos de trabalho»

Ao alcançarem a idade a adulta, aprenderam medicina e as artes da cura, e por sua virtude receberam do Espírito Santo o dom de cura as enfermidades do corpo e da alma através de sua oração.

Por amor a Deus e ao próximo, eles jamais cobraram por seus serviços, seguindo estritamente o mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Recebestes de graça, de graça dai!" (Mt. 10:8). Eles tratavam até mesmo os animais.

A fama dos Santos Cosme e Damião se espalhou por toda a região da Mesopotâmia, e o povo apelidou os irmãos de médicos anárgiros, ou seja, "aqueles que não recebem prata (dinheiro)".(leia mais...)

Cultura do Estrondo

Pereiro é notícia...

É muito importante se ter a exata dimensão dos ´estrondos´ ocorridos no Estado do Ceará com relação aos estrondos que ocorrem na China, por exemplo. Por que ´estrondo´? Essa é uma palavra usada pelas pessoas que têm convivido com os tremores de terra atualmente no Maciço da Meruoca. Esse termo é usado, aliás, pelos cearenses atingidos pelos abalos sísmicos. Segundo o dicionário Michaelis, o significado da palavra estrondo é: 1) som forte, estampido, 2) grande ruído, 3) bulício, tumulto e clamor. A sinonímia aqui apresentada reflete a descrição dos fatos recentes vividos na recorrência dos eventos sísmicos registrados em grande número nos municípios do Estado do Ceará. Em termos comparativos, podemos afirmar que a população atingida atualmente por essa gama de estrondos apenas reafirma aquilo que se vem transmitindo no tocante ao convívio com a realidade, pois essa repetição continuada é um fato cientificamente provado.
As pessoas, ao ouvirem os tremores de terra, imediatamente dizem: ´Esse estrondo vem da Gruta de Ubajara´, quando na realidade são tremores provenientes de algum lugar das terras vizinhas. A cultura ´dos estrondos´ em nosso território dista apenas dois séculos, quando historicamente, o município de Pereiro, em 1807, registrou os primeiros tremores de terra.
Na China, a cultura dos estrondos é milenar, lá os terremotos acontecem causando grandes destruições e provocando muitas vítimas fatais em função da sua localização, pois lá é região de borda de placa.
Essas manifestações são provenientes do choque das placas tectônicas euro-asiáticas com várias outras placas, entre elas a maior que é a placa do Pacífico.
A esse fenômeno dá-se o nome de ´Inter placa´. Os estrondos aqui acontecidos são do tipo ´Intra placa´, pois estamos no centro da placa tectônica Sul Americana, e como tal a intensidade dos estrondos aqui é bem menor.
Agora, não nos esqueçamos que, apesar de tudo, nós não estamos livres nem de senti-los e nem de ouvir falar deles.
FRANCISCO BRANDÃO - Especialista em Sismologia

FONTE: JORNAL DIÁRIO DO NORDESTE, Caderno Opinião (16/09/2008).

Engenhos e Casas de Farinha

O Município de Pereiro, antes do século XX, já contava com dezenas de engenhos para o fabrico do mel e da rapadura, como também para a transformação da man­dioca brava em farinha para o consumo próprio e a venda. As terras eram próprias e férteis, tanto nas fazendas quanto nos sítios e baixadas. As moendas de ferro eram instaladas com muita habilidade e as casas de farinha, de maneira rús­tica, com a adoção de condignas instalações. Existiam na­queles tempos mestres hábeis para instalar engenhos e ca­sas de farinha. Aqueles eram puxados por juntas de bois ao aboio do tangerino que bradava seus nomes; esses, por equinos ou burros amestrados lá fora, no campo. A matéria-prima era cortada e transportada em lombo de animais ou lombos humanos. O fabrico do mel, da rapadura, da farinha de mandioca era motivo de animação entre homens, mulheres e jovens. A farinhada, especialmente, os grupos que raspavam e cortavam a mandioca, o faziam ao som dolente de cânticos folclóricos e regionais, o que muito animava os subúrbios e a zona rural. Essas pequenas in­dústrias tinham seu valor económico e nos anos bonanço­sos, eram transportadas em lombo de burros para vilas e cidades vizinhas. Segundo registros pesquisados junto aos antigos, a rapadura em Pereiro pesava um quilo e cem gra­mas e tinha a denominação de "rapadura da banca", dife­rente das congéneres fabricadas no Cariri. Eram também encontradiças nas feiras públicas de Pereiro, nas vilas ou mesmo no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.

Coluna Prestes

Nossa História
O interior do Estado do Ceará, sobretudo as Regi­ões Norte, Sul e Jaguaribana, estiveram " de pé", quando a Coluna Prestes, em 1926, deixou o Estado do Piauí e pene­trou em terras cearenses. Antes de passar por Pereiro, o "Cavaleiro da Esperança" esteve na Fazenda dos Távora em Jaguaribe, de onde prosseguiu com destino ao Rio Grande do Norte. Pereiro, através de um grupo de cidadãos arma­dos, esteve preparado para quaisquer emergências, em defe­sa da cidade, numa ação patriótica e destemida. O talentoso advogado e professor Meton Vieira, lembra que em 1926, Prestes atravessou o nosso Estado, nos Inhamuns, cortando de oeste para leste as terras do centro sul, vindo do Piauí rumo ao Rio Grande do Norte. Em São Miguel, os cartórios foram incendiados e ainda hoje há questões de terra por con­ta desse fato. Em Piancó, na Paraíba, foram mortos o Padre Aristides mais dezessete comparsas seus num combate com a Coluna, comandada por Luis Carlos Prestes.
FONTE: Pereiro dos Santos Cosme e Damião

Engenhos e Casas de Farinha

Nossa História

O Município de Pereiro, antes do século XX, já contava com dezenas de engenhos para o fabrico do mel e da rapadura, como também para a transformação da man­dioca brava em farinha para o consumo próprio e a venda. As terras eram próprias e férteis, tanto nas fazendas quanto nos sítios e baixadas. As moendas de ferro eram instaladas com muita habilidade e as casas de farinha, de maneira rús­tica, com a adoção de condignas instalações. Existiam na­queles tempos mestres hábeis para instalar engenhos e ca­sas de farinha. Aqueles eram puxados por juntas de bois ao aboio do tangerino que bradava seus nomes; esses, por equinos ou burros amestrados lá fora, no campo. A maté-ria-prima era cortada e transportada em lombo de animais ou lombos humanos. O fabrico do mel, da rapadura, da farinha de mandioca era motivo de animação entre homens, mulheres e jovens. A farinhada, especialmente, os grupos que raspavam e cortavam a mandioca, o faziam ao som dolente de cânticos folclóricos e regionais, o que muito animava os subúrbios e a zona rural. Essas pequenas in­dústrias tinham seu valor económico e nos anos bonanço­sos, eram transportadas em lombo de burros para vilas e cidades vizinhas. Segundo registros pesquisados junto aos antigos, a rapadura em Pereiro pesava um quilo e cem gra­mas e tinha a denominação de "rapadura da banca", dife­rente das congéneres fabricadas no Cariri. Eram também encontradiças nas feiras públicas de Pereiro, nas vilas ou mesmo no vizinho Estado do Rio Grande do Norte.
FONTE: Pereiro dos Santos Cosme e Damião

Bravos Pereirenses

Nossa História
Foi numa segunda-feira chuvosa, 13 de junho de 1927, ao bimbalhar dos sinos da cidade de Mossoró, no vizinho Estado do Rio Grande do Norte, que Lampião, o Rei do Cangaço e seu bando invadiram a grande cidade irmã, não alcançando a vitória esperada. A cidade de Pereiro vinha, há dias, acompanhando as notícias de que Mossoró seria invadida. O Capitão Virgolino Ferreira da Silva não sabia da estratégia organizada para a luta, sob o comando do Prefeito Dr. Rodolfo Fernandes de Oliveira, acompanhado de seus bravos amigos e companheiros. Mossoró, de fato, estava preparada para o combate aos cangaceiros e, afinal, foi aquela epopéia, perdendo Lampião dois de seus valentes cabras. Colchete, esse fulminado por um tiro disparado da torre da Igreja de São Vicente; e Jararaca. A derrota de Lampião foi decepcionante e grande ainda foi o desespero e a desolação do grupo. Derrotado, Lampião rumou para o Ceará, na localidade de Lagoa do Rocha, já em Limoeiro, pediu guarida ao proprietário Anízio Batista dos Santos que foi o cicerone, para, escolhendo o seu me­lhor animal, viajar à Cidade de Limoeiro e comunicar que o Rei do Cangaço pretendia viajar para o Cariri. Passando por Limoeiro, onde foi recebido pelas autoridades locais e jantou com seu bando no antigo Hotel Lucas, próximo à Igreja Matriz. Lampião, desolado, não esquecia a derrota em Mossoró. No Hotel Lucas, desconfiou que a comida poderia estar envenenada. De Limoeiro, os cangaceiros vi­ajaram para o Cariri, antes se deixando fotografar na praça principal.
Devemos, no entanto, ressaltar que numa demons­tração de solidariedade e civismo, Pereiro, por meio de seus valorosos filhos, tomou parte em defesa de Mossoró, num verdadeiro gesto de bravura. Foram eles: Francisco de Queiroz Pinto, Manuel Sabino de Lima (Manuelzinho, foi o primeiro chofer a dirigir um Ford 1920 em Pereiro), os irmãos Francisco José Campos Nogueira e Alcides Fernandes da Silva (Alcides Belo), que foi Prefeito em Exer­cício de Mossoró. O Prefeito, Dr. Rodolfo Fernandes, a cada combatente concedeu uma medalha com seu nome e no verso estava escrito: Homenagem do Município aos que Combateram Lampião em 13 de junho de 1927. Pereiro vibrou com o feito glorioso de seus heróis nascidos sob aégide de São Cosme e São Damião e que, tão bravamente, foram também autênticos heróis de uma batalha que en­grandeceu a heróica Mossoró, a "Rainha do Oeste Potiguar" e seu povo hospitaleiro, bravo e altaneiro. Um exemplo que honrou o Nordeste e o Brasil.
FONTE: Pereiro Serra dos Santos Cosme e Damião

Cultura de Pereiro - O Gabinete de Leitura

Cultura
No século XIX, Pereiro, no Estado do Ceará, foi a luta pela conquista de um Gabinete de Leitura (1883), a exemplo de Baturité, Aracati, União (Jaguaruana), Ipu, Barbalha, Crato, Santana do Cariri, entre outros municípi­os. Deve-se a iniciativa ao culto magistrado, Dr. António Augusto de Vasconcelos, eminente Juiz Municipal, um dos pioneiros da libertação dos escravos em Pereiro, em 27 de setembro de 1883.
No Gabinete de Leitura, estudavam vários jovens e as disciplinas adotadas eram o Português, Geografia, Arit­mética, Francês e Manuscrito. A inclusão dos gabinetes de leitura no interior do Estado justifica-se, não apenas pelo real impulso por eles trazidos à criação literária, como o disciplinar de vocações que desabrocham, mas também porque tais gabinetes valem por associações regularmente organizadas e orientadas por espíritos de prol. O Gabinete de Leitura do Pereiro, criado e animado pelo então Juiz Municipal, Dr. António Augusto de Vasconcelos, persona­lidade sublime da cultura cearense, a quem a comunidade pereirense ficou a dever inestimável página de serviços pres­tados à educação da juventude. Meu saudoso pai foi esco­lhido para orador de solenidades cívicas e sociais, granje­ando a admiração de seus superiores, colegas e conterrâneos.
A cultura, disse alguém, é o apanágio dos povos que atingiram o máximo da evolução.
Desde os tempos das escolas reunidas, os pais de­monstravam interesse pala educação de seus filhos não so­mente na cidade, como também, nas fazendas e sítios. Eram conhecidos os educadores de uma época difícil, mas pou­co a pouco, a luz da sabedoria foi iluminando corações, abrindo clareiras por uma vida melhor.
Com o decorrer dos anos, autoridades municipais, sobretudo, Prefeitos, tomaram a iniciativa e responsabilida­de em dar maior assistência ao ensino e a educação, a pon­to de Pereiro ser contemplado com colégios como o Insti­tuto São José, Centro Educacional Ovídio Diógenes, Es­cola de Primeiro Grau Virgílio Correia Lima, Escola Muni­cipal Nilda Campos Terceiro, Escola de Primeiro Grau Antonieta Cais, Escola de Primeiro Grau Pingo de Gente, entre outras espalhadas por todo território municipal. Quem estudou em nossos estabelecimentos de ensino, há de ter gratas e inefáveis recordações, pois, inúmeros alunos conquistaram vitórias brilhantes, sem esquecer seus dedicados mestres, o carinho e o amor a vocação. O futuro há de revelar outros talentos que haverão de merecer a exaltação de seus conterrâneos e colegas. Não podemos deixar de nos orgulhar pelo Pereiro em desenvolvimento e pelas ro­sas do seu jardim das letras onde figuram e figurarão os bondosos e inesquecíveis mestres que, segundo conterrâneo ilustre, "em cada cidade do Brasil, deveria haver uma está­tua em homenagem ao professor".
FONTE: Pereiro, Serra dos Santos Cosme e Damião

Quem foi o 1º Professor em Pereiro?

Escolas de Primeiras Letras
O primeiro professor de primeiras letras de Pereiro (1844-1846) foi Gervásio Elísio Bezerra Cavalcante. Portanto, o primeiro a exercer o magistério na Vila dos Santos Cosme e Damião. Licenciado, viajou para Pernambuco a fim de tratar da saúde, sendo substituído pelo Professor Alexandre Porfírio da Cunha. No período provincial a ca­deira das primeiras letras da povoação dos Santos Cosme e Damião das Serras do Pereiro foi criada pela lei n° 251, de 15 de novembro de 1842. A escola sempre foi uma clareira para aqueles que desejavam aprender a ler e a escrever, nas vilas, nos sítios, nas fazendas. A leitura era um dever, ler, escrever e contar, desde os primórdios. Era um sonho dos nossos antepassados.
FONTE: Pereiro, Serra dos Santos Cosme e Damião.

São Cosme e São Damião

Os Santos taumaturgos e anárgiros Cosme e Damião da Mesopotâmia nasceram na Ásia Menor. Seu pai, que era pagão, morreu enquanto eles ainda eram crianças, e sua mãe, Teodota, os criou na fé cristã.

Seguindo o exemplo de vida de sua mãe e em imitação a Nosso Senhor, os gêmeos tornaram-se homens justos e virtuosos.

«Os Santos Cosme e Damião, médicos, com seus instrumentos de trabalho»

Ao alcançarem a idade a adulta, aprenderam medicina e as artes da cura, e por sua virtude receberam do Espírito Santo o dom de cura as enfermidades do corpo e da alma através de sua oração.

Por amor a Deus e ao próximo, eles jamais cobraram por seus serviços, seguindo estritamente o mandamento de Nosso Senhor Jesus Cristo: "Recebestes de graça, de graça dai!" (Mt. 10:8). Eles tratavam até mesmo os animais.

A fama dos Santos Cosme e Damião se espalhou por toda a região da Mesopotâmia, e o povo apelidou os irmãos de médicos anárgiros, ou seja, "aqueles que não recebem prata (dinheiro)".

Um certo dia, os santos foram chamados para atender uma senhora acometida de uma doença incurável, de nome Paládia, a quem todos os médicos recusaram-se a tratar.

Pela fé, oração e pelos santos dons dos irmãos, o Senhor curou a doença de Paládia, que logo em seguida levantou-se de seu leito, com perfeita saúde, para agradecer a Deus.

Desejando recompensar seus médicos de algum modo, em um gesto de gratidão a idosa senhora foi conversar com Damião, e lhe presenteou com três ovos, dizendo "Aceite este pequeno presente em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo". Ao ouvir o nome da Santíssima Trindade, o santo médico não ousou recusar o presente.

No entanto, quando Cosme soube o que acontecera, entristeceu-se, pois cria que seu irmão havia quebrado seu voto de caridade.

«Biblioteca Apostólica Vaticana, Vat. gr. 1613, f. 152: Os Santos Cosme e Damião, médicos, recebem do céu a caixa dos instrumentos»

Após certo tempo, chegou a hora de São Cosme repousar no Senhor. Em seu leito de morte, ele delcarou que não gostaria de ser enterrado ao lado de seu irmão. Alguns meses depois, São Damião também veio a falecer.

Todos os seus amigos e parentes ficaram preocupados, pois não sabiam onde deveriam enterrar São Damião. Porém, pela vontade de Deus, um anjo apareceu aos presentes, dizendo que não houvesse dúvidas se os irmãos deveriam ser enterrados lado a lado, pois São Damião aceitara o presente da velha senhora não como pagamento, mas em respeito ao Nome de Deus e em caridade, para não humilhar a nobre senhora.

E assim, os gêmeos foram enterrados lado a lado, em Theremam, Mesopotâmia, atual Síria, no ano de 303 AD.


FONTE: Arquidiocese Ortodoxa Grega

Oração de São Cosme e São Damião

Oração a São Cosme e São Damião


Amados São Cosme e São Damião,
Em nome do Todo-Poderoso
Eu busco em vós a bênção e o amor.

Com a capacidade de renovar e regenerar,
Com o poder de aniquilar qualquer efeito negativo
De causas decorrentes
Do passado e presente,
Imploro pela perfeita reparação
Do meu corpo e
Dos meus filhos
(...............................................)
nome dos filhos
E de minha família.

Agora e sempre,
Desejando que a luz dos santos gêmeos
Esteja em meu coração!
Vitalize meu lar,
A cada dia,
Trazendo-me paz, saúde e tranqüilidade.

Amados São Cosme e Damião,
Eu prometo que,
Alcançando a graça,
Não os esquecerei jamais!
Assim seja,
Salve São Cosme e Damião,
Amém!

[Ao alcançar a graça, fazer um bolo ou oferecer uma festa às crianças de rua, orfanatos ou creches.]